Reflexo da crise na vida dos jovens e o papel do Associativismo Juvenil

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As últimas três décadas de crise e de processos de transformação societais foram palco de mudanças em várias escalas da vida dos jovens, que se tornam um dos grupos-alvo prioritários no campo das políticas sociais e de intervenção das organizações do Terceiro Setor. Cenários sociais de crescente flexibilização das relações laborais e precarização do emprego e a extensão da duração média das carreiras escolares, que conduzem ao prolongamento do período de residência e dependência de muitos jovens nas suas famílias de origem (Pais, Cairns & Pappámikail, 2005) entre outras transformações na sociedade, como evolução da estrutura familiar, a crise do sistema de valores de inserção e de estabilidade profissional, as mudanças nos modelos de produção, a globalização e a crise do Estado-Providência, remete os jovens para itinerários de vida que são difusos e pautados pela incerteza e o risco.

O associativismo jovem tem vindo a ganhar peso nas sociedades atuais, participando na constituição das leis e políticas sobre os problemas que mais afetam a Juventude. Segundo o estudo da FNAJ[1] (2012), em 2006, existiam 1142 associações juvenis inscritas na RNAJ[2] (excepto as associações de estudantes) onde estavam envolvidos 388.888 indivíduos. Em 2011, o número de associações juvenis inscritas subiu para 1630 associações e o número de jovens envolvidos subiu para 470.339.


[1] Federação Nacional das Associações Juvenishttps://terceirosetorepoliticasocial.wordpress.com/wp-admin/post-new.php

[2] Registo Nacional de Associativismo Jovem

 

Referência bibliográficas:

Pais, J.M., Cairns, D. & Pappamikail, L. (2005). «Jovens europeus. Um retrato da diversidade». In Tempo Social, Vol.17, II: 109-140

Pais, J. M. & Ferreira, V. (Eds.). (2010). Tempos e transições de vida: Portugal ao espelho da Europa. Lisboa: ICS.

 

Um pensamento sobre “Reflexo da crise na vida dos jovens e o papel do Associativismo Juvenil

  1. A mobilização da juventude, e todos os que trabalham com os jovens, é essencial para que possamos redefinir a nossa sociedade. Porque fazer de-novo é preciso, e que melhor se não os novos a fazerem-no?…

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